Rei do rock e das estradas
Elvis
trocou as rodovias pelos palcos, mas a paixão pelos veículos
permaneceu
Muita gente já foi motorista de caminhão. Podemos
montar uma lista imensa de ex-caminhoneiros com nomes de empresários,
executivos e até de pessoas ligadas ao mundo artístico.
Porém, um nome que não pode faltar em todas as listas é o
do rei do rock, Elvis Presley. Acredite se quiser! Na década
de 1950, Elvis dirigia um caminhão da Crown Electric, companhia
de energia elétrica da cidade de Memphis, nos Estados Unidos.
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Um dia, em 1954, ele parou o caminhão em frente a um estúdio.
Entrou, gravou um disco e se transformou no maior fenômeno
do rock mundial. Mas a fama não o impediu de viver ao lado
de suas paixões, os caminhões, ônibus, carros
e estradas. Ao ficar famoso, Elvis comprou um ônibus para
viajar pelos Estados Unidos fazendo seus shows.
Segundo o músico Laerte Machado, um apaixonado por Elvis,
ele não deixava ninguém assumir o comando do ônibus. “Elvis
adorava dirigir, principalmente veículos de grande porte.
Ele era o primeiro a entrar, e o último a sair. Os familiares,
amigos e músicos eram seus passageiros”, completa.
Outra característica de Elvis era que ele adorava parar
nos restaurantes na beira das estradas para comer. Laerte lembra
que isso causava grandes congestionamentos, pois os motoristas
ao verem o ônibus do “rei do rock” paravam para
pedir autógrafos.
Filmes, Cadilacs e remédios
Nas décadas de 1960 e 1970, era comum os artistas participarem
de filmes de cinema e Elvis foi um dos que mais freqüentaram
as telas americanas. Ele fazia uma média de três
filmes por ano. E sua paixão por veículos é vista
logo no seu primeiro filme, Cavaleiro Romântico. O ônibus
em que viajava aparece na primeira cena.
Os Cadilacs também foram uma paixão para Elvis.
Ele comprou mais de 200 modelos durante sua via. Ele tinha o
costume de presentear os amigos com um Cadilac. Nada mal ser
amigo do “rei”! De toda a coleção,
o modelo mais famoso foi o cor-de-rosa, único no mundo.
Infelizmente a paixão de Elvis por carros, filmes e música
foi interrompida de maneira drástica quando ele tinha
42 anos. O uso contínuo de grandes quantidades de medicamentos
para controlar a depressão, o sono, a ansiedade e o peso
o levou a uma parada cardíaca fulminante. Elvis faleceu
no dia 16 de agosto de 1977.