Edições Anteriores | Anuncie | Mapa do Site | Fale Conosco  
 
Chapa para tudo
por Simone Suzzin

Braço direito dos caminhoneiros, eles facilitam a sua vida

Eles ficam na entrada das cidades e na beira das estradas. São essenciais e completam a viagem dos caminhoneiros, pois ajudam com a carga e conhecem melhor do que ninguém o mapa da região onde vivem. O trabalho dos chapas começa de madrugada e não tem horário para terminar. Mesmo assim, cada profissional define o seu expediente. “Temos liberdade no nosso trabalho e dividimos o pão de cada dia”, conta o chapa Audo Araújo, de 54 anos.

A união é o carro-chefe para os 12 homens que trabalham na Central de Chapas, em Ponta Grossa, região que concentra o maior entroncamento rodoferroviário do País e a economia baseada na agroindústria. A cidade é atrativa e movimenta sazonalmente o trabalho da categoria. Há quase 40 anos “no trecho”, Nicanor da Motta, de 56 anos, conta que em época de safra é uma correria. “Os caminhoneiros, muitas vezes, fazem fila à espera do nosso trabalho”. Para atender à demanda, os chapas se organizam de acordo com a ordem de chegada. “Ninguém toma a vez do outro, todos somos iguais e nos respeitamos”, explica.

O acerto do valor tanto para carga como descarga é estipulado antes do serviço. Semana boa de trabalho é aquela em que cada um ganha cerca de R$ 300. Mas é claro que semanas como essas não terminam apenas com o dinheiro no bolso. Os chapas fazem pequenas festas e aproveitam para celebrar a amizade que dá fôlego ao trabalho.

Audo Araújo, com mais de 30 anos de profissão, usufrui de clientela fixa além dos trabalhos esporádicos. “Os fazendeiros que confiam em nós ligam para a Central de Chapas e agendam o serviço. Sempre somos lembrados”. Isso se deve, segundo ele, à qualidade do serviço desempenhado e pelo fato de conhecerem bem a região.

Mesmo com o avanço da tecnologia, como sistema de rastreamento e localização via satélite, os caminhoneiros confirmam que o auxílio particular dos chapas faz a diferença. “O serviço dos chapas é essencial além deles ajudarem na carga e descarga, são ótimos guias”, avalia o caminhoneiro Vilson Taborda Pereira, de 48 anos.

agosto/setembro 2007
 






© 2009 revistachapa.com.br - Todos os direitos reservados.
Powered by Yemni