Pneu velho: saiba para onde vai
Segundo a Arebop, são reciclados
cerca de 240 mil pneus
todos os anos no Brasil
A
reciclagem ou a destinação de pneus inservíveis
no Brasil existe há mais de 30 anos, mas até o
início de 2000 era pouco conhecida e também
reconhecida. O que impulsionou seu crescimento foi a aprovação
do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) de uma
Resolução em agosto de 1999 (em vigor desde
janeiro de 2002), obrigando as empresas fabricantes e
importadoras a coletar e dar um destino ambientalmente
adequado aos pneumáticos.
A obrigatoriedade levou os empresários do setor
a constituir uma associação para organizar,
auto-regulamentar, incentivar e viabilizar o setor. A
Arebop – Associação Nacional das Empresas
de Reciclagem de Pneus e Artefatos de Borracha, que hoje
conta com 16 associadas, investiu nos últimos seis
anos cerca R$ 45 milhões de reais no setor de reciclagem.
Saiba que...
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Os pneus usados (ainda não inservíveis)
podem ser vendidos no comércio de pneus usados
ou podem ser reformados. Já os pneus inservíveis
(vindos das revendas, borracheiros, sucateiros, laminadores
e dos circuitos de coleta urbana) entram para o circuito
de laminação, onde lhe é dada uma
destinação final ambientalmente correta. |
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O processo de reciclagem ou destinação
dos pneus inservíveis é dividido em dois
tipos: pneus diagonais (convencionais), quando através
do processo de laminação tem-se a fabricação
de diversos produtos como: passadeiras; saltos e solados
de sapatos; colas e adesivos; rodos domésticos;
tiras para indústrias de estofados etc.; e o processo
para os pneus radiais, onde a borracha é triturada
em lascas e moída. O produto obtido pode ser então
refinado em moinhos para a produção de
grânulos ou pó de borracha, utilizados em
matéria-prima para ser agregada ao concreto ou
ao asfalto; na fabricação de produtos de
artefatos de borrachas em geral (tapetes para automóveis);
aplicação em quadras esportivas e áreas
de lazer etc. |