Como nasce um caminhão
Equipe da Chapa acompanha o processo de produção
da Scania
por Édi Gomes

Você já parou
para pensar como foi produzida a cabine do seu caminhão?
A quantidade de peças necessárias e o número
de pessoas envolvidas para a sua construção? Trata-se
de uma tarefa complexa e repleta de detalhes. Para satisfazer a
sua curiosidade e a dos demais leitores, a equipe da ChAPA acompanhou
a produção dos caminhões na Scania, em São
Bernardo do Campo, São Paulo.
Instalada no Brasil desde 1958, a fábrica da Scania ocupa
uma área construída de 130 mil metros quadrados em
um terreno de 350 mil metros quadrados. Sua linha de produção
tem capacidade para montar anualmente 20 mil unidades entre três
tipos de cabines (séries P, G e R – top de linha),
além de chassis para ônibus e motores industriais
para a linha náutica.
Linha de montagem
Conhecer
os detalhes da montagem das cabines demanda tempo, e claro,
um meio de transporte interno adequado. O trajeto é feito
em um carro elétrico com direito a locução
em fones de ouvido via rádio. O primeiro trecho é do
almoxarifado, local onde ficam as peças dos mais variados
tamanhos, destinadas à construção dos motores.
Estes, são transportados por empilhadeiras em trânsito
constante pela fábrica.

Os colaboradores realizam a montagem em “sistema de células” independente
para cada fase do processo. Conforme os motores ganham forma, o
seu transporte é realizado por robôs que seguem a
programação pré-estabelecida.
O interessante é que além do almoxarifado na entrada
do circuito, cada célula possui peças extras em um
sistema que possibilita agilidade no processo. Assim que concluídos,
os motores são 100% testados em uma área no mesmo
galpão. São observados itens como consumo, potência,
vazamentos, entre outros critérios que asseguram a qualidade
dos motores Scania. Ao final do processo, cada modelo segue para
o circuito seguinte da confecção da cabine ou para
a área de despacho dos motores industriais ou náuticos,
além da exportação.
Robôs em sincronismo
Com o motor devidamente testado, no processo seguinte começa
a instalação do câmbio. E aos poucos a cabine
Scania vai tomando forma. Mas até a sua conclusão,
ainda há muitos detalhes. Por exemplo, as cabines têm
a estrutura soldada por robôs que executam o trabalho em
coreografias sincronizadas e perfeitas. Cada ponto de solda é realizado
com cálculo milimétrico em área de segurança
para que nenhuma faísca cause danos ao elemento humano.
Após este processo, ela ganha o formato de acordo com o
projeto de engenharia e vai para a funilaria. Esta é uma
das fases em que cada cabine ganha a sua “identidade”,
conforme o pedido de cor dos clientes. Do tradicional laranja,
a Scania diversificou para o verde, azul, branco, vermelho e outros
modelos que atendem à preferência do consumidor. O
processo de pintura não é informatizado. A função
cabe ao bom e velho talento humano em que o olho ainda não
pode ser substituído pela tecnologia.
Quando são completados os circuitos do motor, carroceria e cabines, começa
a união destes elementos e a complementação dos outros componentes
que possibilitam o cavalo mecânico Scania ganhar as estradas do País
e do mundo. Para concluir uma cabine G, por exemplo, são usados aproximadamente
810 itens e 2100 peças. Após percorrer os trechos de linha de montagem,
a cabine está pronta para ser estacionada no pátio da montadora,
aguardar o seu destino final e fazer a alegria do imaginário do visitante,
pois a imagem da frota estacionada é algo que empolga.
Scania em números
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Modelos produzidos mundialmente:
3 (Série PGR, ou seja, cabine P, cabine G e
cabine R – considerada Top) |
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Quantidade de fábricas:
4 (Brasil, Suécia, França e Holanda) |
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Colaboradores no Brasil: 3.500 |
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Colaboradores no mundo: 30 mil |
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Produção anual brasileira:
20 mil cabines |
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Motores Scania: 9, 11, 12 e 16 litros |
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Configuração de eixos:
4x2 (altura do chassi: normal e alta)
6x2 (altura do chassi: normal)
6x4 (altura do chassi: normal e alta) |