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Não dê carona para a gripe suína

Saiba como se prevenir da doença que já vitimou amigos caminhoneiros
por Andrea Manograsso

A halitose ou, simplesmente, o mau hálito, pode ser motivo de situações desagradáveis, de gozações e até mesmo para se terminar um relacionamento. Muitas pessoas que têm mau hálito não sabem disso. O mau hálito constante pode fazer com que essas pessoas não percebam o problema. Em contrapartida, pessoas com períodos de halitose e períodos de normalidade conseguem percebê-lo.

Existe o mau hálito da manhã, que é considerado normal, fisiológico. Ele acontece devido à redução do fluxo salivar durante o sono e ao aumento da flora bacteriana. Após a higiene dos dentes, da língua e após a primeira refeição a halitose matinal deve desaparecer. Caso isso não aconteça, podemos considerar que o indivíduo tem mau hálito e que este precisa ser investigado e tratado.

Para identificar a presença do mau hálito, peça a um familiar ou a um amigo de confiança que faça essa avaliação para você. Caso sinta-se constrangido, procure um cirurgião dentista para que este possa ajudá-lo no diagnóstico e no tratamento da halitose.

A causa do mau hálito não pode ser explicada por um único mecanismo. Existem as razões fisiológicas (que requerem apenas orientação); razões patológicas (que requerem tratamento); razões locais (feridas cirúrgicas, cárie, doença periodontal etc.) ou sistêmicas (diabetes, uremia, prisão de ventre etc.).

Mas a maioria dos casos de halitose tem origem na própria boca, local que “acolhe” centenas de espécies de bactérias com diferentes necessidades nutricionais. Quando esses microrganismos digerem as proteínas, são liberadas substâncias que provocam o mau cheiro.

O grande vilão desta história, na verdade, é a saburra lingual. A saburra é um material esbranquiçado ou amarelado, que fica grudado atrás da língua e equivale a uma placa bacteriana lingual.

O mau hálito não é contagioso e a saburra somente se forma em pessoas com predisposição à sua formação. Por esta razão, é muito comum casais em que apenas um dos parceiros apresenta hálito muito desagradável.

A principal causa da formação de saburra é a redução leve do fluxo salivar, com a presença de uma saliva muito mais rica em muco e que facilita a aderência de microrganismos e de restos epiteliais e alimentares no fundo da cavidade oral.

Com a avaliação das causas da redução do fluxo salivar pode-se decidir sobre o melhor tratamento.

Quando o mau hálito é esporádico, devemos realizar uma higiene bucal e lingual adequadas e estimular a salivação com balas sem açúcar, gomas de mascar ou gotas de suco de limão com um pouco de sal. Devemos ainda evitar o excesso de proteína, gordura, condimentos e alimentos de cheiro carregado e manter uma freqüência de ingestão de água e de alimento a cada 3 ou 4 horas.
Portanto, a manutenção do fluxo salivar em condições normais não evita apenas a formação de saburra e mau hálito, mas também previne a possibilidade de o paciente se tomar predisposto a gastrite.

É muito raro que o estômago esteja envolvido na halitose. Fatos que provoquem o ressecamento da boca podem ser o motivo do mau hálito, como jejum prolongado, desidratação, respirar pela boca, falar por muito tempo, ar condicionado, estresse e centenas de medicamentos.

O cigarro também pode provocar halitose porque resseca a boca, piora as condições das gengivas e deixa um resíduo que modifica o aroma bucal.


Como prevenir

Escovar a parte de trás da língua, sem machucá-la, removendo a camada de muco
Alimentar-se bem ao levantar
Manter a boca úmida e ingerir muito líquido
Mascar chiclete sem açúcar
Soluções comerciais para gargarejo são úteis porque reduzem o número de bactérias presentes na parte posterior da língua, mas seu efeito é de curta duração.
Escovar os dentes e usar fio dental sempre
fevereiro/março 2009
 






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