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Como nasce o off road

Quando decidimos competir em determinada modalidade, temos que realizar uma série de modificações em nossos veículos. No meu caso, desde 1999 participo de ralis com um caminhão. Atualmente, utilizo um Mercedes-Benz, modelo Atego 1725 A com alterações de acordo com as regras da FIA (Federação Internacional de Automobilismo).

O Atego é um veículo robusto e muito seguro, uma quebra de paradigma para mim. Desde 2002 competia com o modelo 2428 canavieiro, com chassi duplo (duas longarinas) – caminhão para até 60 toneladas de cana e trabalhando sempre na terra. Em 2005, no lançamento do modelo Atego, com chassi furado, longarina simples e parafusado na secção da cabina, não acreditei na resistência deste item. Após a sua utilização fiquei muito satisfeito, pois este modelo vence em sua categoria desde a sua estreia no Rali dos Sertões e sem ter nenhum problema relacionado ao chassi.

E, portanto, não há um item específico de segurança que posso descrever se houve uma melhoria muito intensa. Como o rali funciona como uma espécie de laboratório a céu aberto, já que exigimos demais dos veículos, posso dizer que comprovei para a engenharia da marca as suas qualidades. Por conta disso, decidi neste artigo comentar as mudanças gerais do meu off road peso-pesado em comparação a um caminhão de rua. E quem sabe algum caminhoneiro não se empolga a fazer ralis?


Conheça os itens de segurança que são alterados do caminhão original
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Instalação de uma célula de segurança para capotamento e batidas, popularmente conhecida como Santo-Antônio. Esta modificação é uma das mais importantes e com mais detalhes a serem seguidos, como diâmetro mínimo e tubos de aço sem costura. Tudo isso para garantir uma boa resistência a impactos



* Troca do cinto de segurança de três pontos por um de cinco pontos
* Troca do banco do caminhão para um do tipo concha, visando “prender” mais seus ocupantes nas curvas
* Instalação de mais extintores de incêndio com acionamento interno e externo na cabina
* Instalação de uma chave geral interna e externa para cortar o motor em caso de acidente



O câmbio é trocado por um modelo de ônibus Mercedes-Benz G-85 para possibilitar altas velocidades



“Alívio” nas suspensões para que estas não fiquem muito duras e suportem os impactos na alta velocidade ou até mesmo os saltos


Ajustes na suspensão do veículo para uma menor carga


Alteração no diâmetro dos pneus


No motor é feita uma modificação somente no módulo eletrônico, passando de 330 HP para quase 400 HP.


Mudança da relação de coroa-pinhão para possibilitar altas velocidades




André Azevedo é piloto da Equipe Petrobras Lubrax e compete na categoria Caminhões, tanto em provas brasileiras quanto no Rally Dakar.

A Equipe Petrobras Lubrax tem patrocínio da Petrobras, Mitsubishi Motors do Brasil, CCR NovaDutra, e apoio da Mercedes-Benz Caminhões, Pirelli, KTM do Brasil, Renov, BorgWarner, Mahle, Kaerre, Capacetes Bieffe, Sparco América Latina, Motorola e Artfix.
abril/maio 2009
 

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