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Eu e o caminhão do meu pai

Flávia fez uma homenagem ao seu pai e lembrou de todos os caminhoneiros.

Mario Manoel da Silva, de 55 anos, saiu de Ituiutaba, Minas Gerais, onde trabalhava na roça com o pai. Em 1981, resolveu arriscar a sorte para mudar de vida. Foi para São Paulo com a família. Lá, vendia caldo de cana em uma Kombi. Juntou dinheiro e, depois de um ano, conseguiu comprar um caminhão Ford 1970. Foram muitos anos de estrada para dar o melhor para os seus três filhos – Flávia, Francislaine e Fabrício, que há 10 anos também é caminhoneiro autônomo. Tereza, ainda hoje, ajuda o marido Manoel com a documentação das cargas.

A filha Flávia Graciela conta: "No dia 31 de outubro deste ano, realizei dois grandes sonhos - me casar e chegar para a cerimônia no caminhão do meu pai, dirigido por ele. É um Volvo NL12 2001 vermelho. Foi a maneira que encontrei de demonstrar o respeito e a admiração que tenho pelo trabalho do meu pai como motorista de caminhão e homenagear também meu irmão e todos os caminhoneiros que se arriscam nas estradas para dar uma condição melhor para as suas famílias. Tenho o maior orgulho de ser filha de caminhoneiro.

Ainda tivemos o prazer de ver nosso casamento, que foi na igreja São Judas Tadeu, em Santos, ser notícia no jornal da cidade. Foi uma emoção muito grande. Hoje sou uma mulher casada com o Wagner e estamos realizados e felizes por termos uma família tão especial."

dezembro 2009 / janeiro 2010
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