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Eu e os caminhões do passado

Não dava coragem de desamarrar a carga

O leitor Alberto Diogo Giusti, de Uberlândia, MG, é um fiel colaborador da ChAPA. Em uma carta recente, ele fala de recordações de um outro tempo, quando as novas técnicas e os equipamentos modernos que garantem mais segurança ao caminhoneiro, à carga e a outros usuários das estradas, ainda não haviam surgido.

Alberto fala de um conhecimento quase perdido atualmente - o de amarrar cargas usando cordas.

"As lonas e cordas estão chegando ao fim, estão trocando isso por cintas, catracas e 'lonil'. Hoje são poucas aquelas cargas como as que víamos - bem amarradas, com três rodantes, amarração no sarrafo traseiro com 3 x. Não dava nem coragem de desamarrar, pois era bonito de ver. Pela amarração você sabia de onde era o caminhão ou de onde tinha vindo. Tenho muitas saudades de ver os caminhões que carregavam em São Paulo para o nordeste, as cargas de arroz que vinham do sul, as cargas de melancia que chegavam na Ceasa [hoje, Ceagesp] de São Paulo".

"Hoje, as mercadorias transportadas mudaram as embalagens. A caixaria virou pallets, o fracionado só é colocado em containers. Só saudades", relata Alberto.
fevereiro/março 2010
 

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