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Tomar sol é bom. Mas cuidado!

Em excesso, os raios solares podem causar queimadura,
envelhecimento precoce e câncer de pele.
por Andrea Manograsso

Quem fica muito exposto e constantemente à radiação ultravioleta dos raios solares está muito mais propenso a desenvolver no futuro câncer de pele. Carlos Eduardo Alves dos Santos, médico da Seção de Dermatologia do Instituto Nacional do Câncer (INCA), afirma que "... pele bronzeada não é sinal de saúde. O sol em excesso, ao longo dos anos, também pode causar queimaduras e envelhecimento precoce".

Os efeitos prejudiciais do sol são cumulativos, ou seja, mesmo depois de parar de se expor ao sol, as alterações
da pele podem se manifestar muito tempo depois, na maioria das vezes após os 40 anos.

  Alguns hábitos dos amigos caminhoneiros podem contribuir para o surgimento dessas lesões cancerígenas. Como, por exemplo, dirigir com o braço para fora do veículo, não usar protetor solar ou chapéu quando carregando e descarregando o possante.

De todos os tumores existentes, o câncer da pele é o mais frequente. Felizmente, muitos deles podem ser evitados quando medidas de prevenção são tomadas em tempo apropriado. Agindo dessa forma é possível conseguir a cura.

Existem três tipos de câncer de pele: carcinoma basocelular, espinocelular e melanoma. Este último é o mais perigoso deles e, apesar de se manifestar em apenas 5 de cada 100 casos de câncer cutâneo, tem grande probabilidade de se espalhar para outras partes do corpo, ou seja, criar metástases.

Se você suspeitar de alguma lesão, mancha ou pinta, procure um médico dermatologista. Sua saúde é seu bem mais precioso.



Previna o câncer de pele

Evite o sol das 10h às 16h.
Use filtro solar com fator de proteção igual ou superior ao 15.
Se for inevitável a exposição ao sol, use chapéu de aba larga, camisa de manga longa e calça.
Examine sua pele regularmente para reconhecer os sinais precoces de tumor.


Procure um médico

Quando houver um crescimento na pele de aparência elevada e brilhante, translúcida, avermelhada, castanha, rósea ou multicolorida.
Quando surgir uma pinta preta ou acastanhada que muda sua cor, textura e cresce de tamanho.
Quando uma mancha ou ferida continua a crescer apresentando coceira, crostas ou sangramento.

Fonte: Sociedade Brasileira de Dermatologia


Atenção, alemão!

Pessoas de pele, olhos e cabelos claros, que só se “queimam” e não se bronzeiam, estão mais sujeitas a ter lesões cancerígenas na pele. Além desses, ruivos e “sardentos”, ou os que possuem história familiar de tumor na pele também estão no grupo de risco.
abril/maio 2010
 

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