Em 50 anos
Comparação mostra como os pesados evoluíram

A Mercedes-Benz da Alemanha fez uma experiência interessante. Comparou dois modelos de seus caminhões
um quase 50 anos mais velho que o outro em termos de consumo de
combustível, emissão de poluentes, facilidade de dirigir e outros itens.
Para representar os antigos, um Mercedes-Benz LP 1620, ano 1964, com 200 cavalos, que na época era considerado muito bom para o transporte de 32 toneladas. É um modelo de caminhão muito semelhante ao L 1620 que é vendido até hoje por aqui.
Os modernos foram defendidos pelo Actros 1844, com 440 cavalos, um modelo não vendido no Brasil. Eles percorreram estradas cheias de subidas, descidas e curvas, por 1.159 quilômetros, numa viagem de ida e volta entre as cidades de Stuttgart, na Alemanha, e Milão, na Itália.
O velhinho ficou bem atrás. O Actros andou a uma média de 76 km/h com 25 toneladas de carga e levou 12 horas e 36 minutos para fazer a viagem. O 1620, transportando 16 toneladas, rodou à média
de 58 km/h e demorou 20 horas e 8 minutos quase 8 horas a mais.
Na parte mais difícil da viagem, as diferenças ficaram mais claras. Foi na travessia da Passagem San Bernardino, com estradas íngremes e repletas de curvas fechadas entre altas montanhas.
Nesse trecho, o 1620 fez 29 km/h na subida e 36 km/h na descida e seu motorista precisou trocar de marcha 290 vezes; o Actros fez 45 km/h na subida e 77 km/h na descida, com apenas 175 trocas de marcha, pois não foi acionado o seu câmbio automático.
Os resultados conferidos pelos técnicos da Mercedes mostraram o quanto
os caminhões evoluíram. O consumo de diesel e a emissão
do gás poluente CO2 foram 50% menores no Actros. Enquanto o antigo Mercedes
gastou em média 2,34 litros de diesel por tonelada de carga, o moderno
precisou de apenas 1,27 litro. Na segurança os caminhões também
melhoraram muito a distância necessária para parar o 1620
quando estava a 80 km/h foi de 56 metros; o Actros precisou de 38,5 metros.