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Eu e o meu caminhão

O jovem do Espírito Santo gosta muito de ser caminhoneiro

“Espero que daqui a uns três anos eu possa comprar o meu caminhão”
  Alessandro Miguel Lorençoni é novo na profissão. Está há dois anos no trecho e tem 25 anos. Antes de assumir o volante do pesado, Alessandro era motoboy.

Nas primeiras vezes que pegou a estrada com o caminhão foi para cobrir férias de um companheiro de trabalho. Ao surgir uma oportunidade, o jovem motorista não teve dúvida: pegou a vaga. E não foi assim, sem mais nem menos, que se tornou caminhoneiro. É lógico que o lado financeiro foi importante na decisão — é preciso não desperdiçar uma chance de trabalho.

Mas Alessandro sempre gostou muito de dirigir. “Não via a hora de fazer 18 anos para tirar a habilitação. Depois, queria que passasse logo o tempo para conseguir a habilitação da categoria D”. Além disso, ser caminhoneiro está no sangue: “Tenho primos e tios que dirigem caminhão”, conta.

Com o Mercedes 1620 trucado, carrega frutas da Ceagesp de São Paulo, Capital, para a capixaba Cachoeiro do Itapemirim, onde vive com a esposa. É um trecho de quase 900 quilômetros. Ele sai da sua cidade às 16 horas de domingo e chega às 4 horas de segunda em São Paulo. Carrega e sai às 17 horas. Às 5 horas da terça já está em casa. A viagem se repete na quarta.

O trabalho puxado e a demora para carregar incomoda Alessandro. Mas nada tira a paixão que ele tem pela profissão. “Espero que daqui a uns três anos eu possa comprar o meu caminhão”, já planeja o jovem caminhoneiro.
outubro/novembro 2010
 






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