
Amarração
com equipamentos certos evita acidentes
Em novembro do ano passado, durante a madrugada, um caminhão
deixou cair quatro grandes caixas de concreto na Marginal
do Tietê, em São Paulo. Por sorte, as peças
não atingiram nenhum veículo, o que poderia
ter causado uma tragédia.
O caso recebeu a atenção da imprensa porque
o acidente deixou três pistas interditadas, um enorme
congestionamento se formou e complicou ainda mais o tráfego
sempre pesado da Marginal. Mas existem muitas situações
em que esse tipo de acidente tem consequências mais
sérias.
Um dia, a carga cai
Muitas vezes a carga cai na pista em consequência
de um acidente. Mas cai também por estar mal acomodada
e mal amarrada. Muitos caminhoneiros não sabem,
mas podem estar usando equipamentos inadequados ou malconservados
para fixar as cargas. O engenheiro Fernando Fuertes,
do site Amarração de Cargas, afirma que
atualmente existem normas técnicas para a fabricação
de equipamentos para amarração de cargas
e métodos comprovados “para garantir a imobilidade
e a permanência da carga sobre o caminhão
em curvas e freadas”.
Para muitos caminhoneiros, não é fácil
ter esses equipamentos. “Ao conversar com os autônomos
na estrada, vemos que muitos possuem dificuldade para
adquirir cintas de amarração de boa qualidade,
pois os materiais são caros frente a remuneração
que recebem. Esse é um problema crônico
e que reflete na segurança”, diz o engenheiro.
No entanto, Fernando Fuertes afirma que “o investimento
inicial com cordas, cintas com catraca e cabos de aço
pode sair caro, mas, se os profissionais e as empresas
cuidarem destes equipamentos, protegendo-os nos cantos
vivos da carga, mantendo a identificação
e aplicando-os de maneira adequada, conseguirão
uma longa vida e este custo será diluído
em muitas viagens”.
Cabos de aço
- Existem cabos de aço adequados para determinados
pesos de carga. Utilizar cabos não adequados é perigoso.
-
Cabos galvanizados devem ser usados em situações
em que os cabos ficam expostos ao clima.
- Cabos sempre lubrificados sofrem menos desgaste e não
enferrujam.
Cintas de amarração
- São formadas por uma cinta plana de material
sintético
e uma catraca de ajuste de tensão, que
estica a cinta no ponto correto.
- Existe a cinta de uma parte — com uma ponta costurada
na catraca e a outra, que entra na ranhura da catraca;
e a cinta de duas partes — a parte curta é costurada
na catraca e, a longa, termina com um gancho metálico
para ser fixado na carroceria.
- Para cada peso de carga, existe uma largura adequada
de cinta.
-
As cintas de polipropileno são mais baratas, mas
menos resistentes. Prefira as de poliéster.
- Existem tipos de catracas adequadas para cada peso
de carga.
-
Não use cintas danificadas; não dê nós
nas cintas; elas não devem ser utilizadas
para elevar cargas. Mantas antideslizantes
- Como o piso das carrocerias, em geral, é liso
(de madeira ou aço) e oferece pouco atrito, a
carga pode escorregar durante o transporte, mesmo quando
está bem amarrada. Para evitar que a carga fique “dançando”, é preciso
usar materiais que aumentem o atrito da carga com o piso.
- Um dos materiais mais usados para aumentar o atrito é a
borracha.
As mantas antideslizantes são mais eficientes,
porém, mais caras.
Mais detalhes no site Amarração
de Cargas
www.amarracaodecargas.com.br
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O
que e como usar
Equipamentos tornam mais seguro o transporte de
certos tipos de carga, principalmente peças difíceis
de acomodar na carroceria. E é preciso perceber
que alguns dispositivos tradicionais não são
tão eficientes quanto parecem.
Algumas dicas:
Cordas
- Tradicionais no uso de amarração
de cargas, as cordas de fibras naturais, principalmente
as de sisal, não são recomendadas,
pois têm baixa resistência. As mais
indicadas são as sintéticas.
- Atenção: os nós reduzem em 40% a resistência
da corda.
-
Evite fazer emendas utilizando pontas que se romperam. Quando bem feitas,
as emendas não causam problemas.
Correntes
- Correntes de amarração são
feitas de aço e devem
ser usadas com equipamentos para esticá-las, como tensionador de alavanca
ou catraca tensionadora.
- Combinar o uso de correntes com cintas e cabos de aço tira a eficiência
da amarração.
- As correntes não devem ser usadas em cantos vivos e com nós.
- Cada tipo de corrente tem uma capacidade de carga que não pode ser
ultrapassada.
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